
SURFING MASTERS;
Ler o mar; Ler as ondas:
Sistematização do conhecimento dos sinais relevantes na avaliação do mar na zona de rebentação de ondas: Proficiência no posicionamento na zona de surf e na entrada na onda
Dissertação elaborada com vista à obtenção do Grau de Mestre em Gestão da Formação Desportiva Universidade Técnica de Lisboa - Faculdade de Motricidade Humana Orientador: Professor Doutor César Peixoto
João Brogueira 2011
Abstract
(Sumário)
Sumário
Sistematização do conhecimento dos sinais relevantes na avaliação do mar na zona de surf: Proficiência no posicionamento na zona de surf e na entrada na onda
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Dissertação elaborada com vista à obtenção do Grau de Mestre em Gestão da Formação Desportiva
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Orientador: Professor Doutor César Peixoto
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João Brogueira, 2011
“One of the things you learn riding the waves consistently is your ability to find a pattern, or a rithm, in the randomless of the ocean” (Mike Stewart, 2011)
Este estudo trata da segurança nos banhos no mar, da identificação de perigos nessa prática de lazer massificada, um assunto ainda não estudado na perspectiva prática do salvador. O conhecimento sobre a rebentação de ondas, processo muito dinâmico e aparentemente caótico, é de importância vital perante as condições da costa portuguesa, de mar aberto, em que as práticas balneares inconscientes (e logo, as mortes) se agravam. Há praias que vieram de um passado de medo do mar cruel, com alguns salvamentos por época envolvendo riscos de morte para o salvador, para uma realidade no presente de inconsciência, desrespeito e falta de civismo, com a situação incrível de dezenas de salvamentos por dia (e logo, mortes evitadas pela acção repetida dos nadadores-salvadores e intervenção casual de praticantes de surfing).
O objectivo é sistematizar o conhecimento dos sinais relevantes na avaliação do mar na zona de surf, classificando indicadores para a avaliação das condições de prática do surfing / banhos nas ondas e o reconhecimento de padrões no mar, nas ondas e correntes. Compreender e ordenar o conhecimento do surfista, para que a transmissão desse conhecimento saia do meio cultural e se torne público. De notar que há uma resistência cultural do surfista a divulgar essa preciosa informação recolhida ao longo de gerações de pioneiros aventureiros, que por décadas suaram e arriscaram em situações desconhecidas, no método tentativa-e-erro, sem meios de salvamento em caso de acidente. Isto porque a divulgação do conhecimento sobre o surf possibilita a aprendizes sem experiência invadirem os seus locais de prática, pela exposição das condições favoráveis, estratégias de posicionamento e indicadores para a escolha das ondas melhores.
Estudou-se a proficiência do surfista experiente na saída para o mar e no retorno à costa usando as ondas, pela observação da prática em competição e fundamentando pela revisão bibliográfica:
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Observaram-se as tarefas de posicionamento na zona de surf e de entrada na onda, de praticantes proficientes, em competição, verificando que reconhecem os mesmos locais de arranque primário e utilizam os mesmos percursos;
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Investigou-se a informação que retransmitem culturalmente os surfistas sobre o seu conhecimento das condições de prática e das ondas em rebentação, dispersos na bibliografia própria desta cultura desportiva e em alguns manuais técnicos de surf; na antropologia da cultura do Havai, na história do surfing na Austrália e em Portugal; nas regras de ajuizamento; particularmente pertinente é o discurso em textos sobre a experiência acumulada da prática de sucesso de peritos em condições de aventura extrema (condições perfeitas);
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Analisaram-se estudos das ciências do surf (Oceanografia da zona costeira, Meteorologia) buscando variáveis especificadoras na avaliação do surf; características categorizadas das ondas e tipologias de locais para o surfing; escalas existentes de quantificação da força dos ventos e estado do mar; os indicadores medidos na monitorização do Estado do mar; características do Clima, Estado e Condições características de Agitação Marítima na Costa de Portugal Continental, Ocidental e Sul; caracterização hidrográfica e morfo-dinâmica de praias. Foram revistos ainda alguns estudos sobre a modelação do Processo Costeiro, utilizados quer na previsão quer na simulação da ondulação (incluindo o recente estudo português para Recifes artificiais para Surf), buscando os factores essenciais para os modelos matemáticos e as condições limite, condicionantes da onda em rebentação e parâmetros de surfabilidade.
«Observation is an essential prerequisite to identifying and understanding the complex patterns and trends of variability in the ocean.» (Anderson, 2003, Observation, Hypothesis-Testing, and Discovery in Oceanography). Os surfistas retransmitem culturalmente o conhecimento referido como “wave knowledge” e, utilizam-no com sucesso em situações de aventura extrema e nos salvamentos no mar. Um conhecimento que de tão complexo, pela dinâmica e interdependência das variáveis não controláveis pelo Homem (e impossiblidade de realizar experiências laboratoriais com variação de um factor isolado), precisou de ser estudado a partir dos dados dos registos oceanográficos / meteorológicos de décadas e da capacidade humana de identificar padrões e tendências nessa informação caótica. Mais, os surfistas detêm um conhecimento ainda muito pouco estudado de avaliação da onda em rebentação (“wave judgement”), que é essencial à avaliação das forças na sua zona de surf, o mesmo que dizer, na costa portuguesa, na zona de prática balnear de milhares de turistas.
Na área da Sistemática das Actividades Desportivas, conhecer significa quantificar, reduzindo a complexidade através de eventuais relações de invariabilidade entre sistemas diversos, por meio de pesquisa interdisciplinar ou metadisciplinar, (…) criando estratégias para simplificar tudo aquilo que nos parecia desordenado/complexo (Peixoto & Ferreira, 1994).
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Com base na revisão bibliográfica e na metodologia de observação, realizou-se uma classificação quanto ao conhecimento do mar na zona de surf (dos sinais indicadores do estado do mar, vento, maré, configuração e profundidade do fundo, correntes) e quanto ao conhecimento das ondas em rebentação (formação da ondulação e detalhes da formação das ondas em rebentação).
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Finalmente, numa metodologia experimental, aplicou-se um Inquérito em que se apresenta a classificação conseguida, num questionário muito técnico a praticantes campeões/ formadores de surf com mais de 15 anos de prática, estudando a importância relativa de cada variável especificadora do sistema ondas/correntes classificada, quer para “Ler o mar” (Problema em estudo) e “Avaliar a zona de ondas em rebentação”, quer para “Avaliar a formação de ondas em rebentação” (Sub-problema associado) e “apanhar ondas” de qualidade, no ponto de arranque mais crítico, em várias situações de tamanho de mar e tipo de fundo.
Como resultado verificou-se que o grau de importância dado pelos surfistas inquiridos aos sinais visuais varia com o tipo de mar (vaga ou ondulação) e tamanho do mar (pequeno, médio ou grande), e também varia com o tipo de fundo (permanente_ situação de pico definido ou variável_ situação de picos múltiplos). Verificou-se que os surfistas experientes, na sua acção prospectiva, atendem à grande maioria das variáveis especificadoras classificadas, marcando ser de maior importância atender aos factores do processo costeiro relacionados com a identificação de correntes marítimas, sua localização e intensidade (excepto em condições de mar pequeno). Foi considerado também pertinente para os surfistas atender à informação sobre a localização do pico primário de rebentação da onda e linha de rebentação, e ainda às características da formação da onda nesse local (altura, inclinação, forma da parede, forma da borda).
Apresentam-se considerações para o posicionamento na zona de surf utilizando técnicas de pilotagem, diferenciadas para ondas de picos múltiplos e de line-up definido. Quanto à avaliação da formação e perfis de ondas (wave profiles), são apresentados pontos críticos para avaliação da força da onda e compreensão do ponto a partir do qual se inicia a queda.
Esperamos contribuir para a salvaguarda de utilizadores da zona de surf (surfistas, nadadores-salvadores, banhistas).
Palavras-Chave: Sistemática, mar, surf, correntes, padrão, sinais.
Índice
Mestria no surfing: Sistematização do conhecimento dos sinais na avaliação da zona de surf
Índice Geral
1. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA.. 9
1.1. PREÂMBULO: Mortes em massa nos banhos no mar – inconsciência nas práticas balneares 9
1.1.1. Como salvar vidas, educando os comportamentos do banhista? 9
1.1.2. Como explicar o que sabem os surfistas nadadores-salvadores? 10
1.1.3. “Saber nadar” nas ondas, conhecer o mar, salvar vidas 11
1.1.4. Conhecer o mar português, salvar vidas em praias oceânicas 13
1.2. PERGUNTA DE PARTIDA. 13
1.2.1. Problema: LER O MAR (“wave knowledge”), conhecimento e avaliação das forças na zona de surf 15
1.2.2. Sub-problema: LER AS ONDAS/CORRENTES (“wave judgement”), avaliação da forma, velocidades e forças da onda em rebentação 16
1.3. Plano de investigação e necessidades de estudo. 17
1.3.1. #1 DEFINIÇÃO DE WAVE KNOWLEDGE (CONHECIMENTO DA DINÂMICA DO SURF) 19
1.3.1.1. #1 (a) LER O MAR. 19
1.3.1.2. #1 (b) LER AS ONDAS (CORRENTES) 19
1.3.2. #2 CLASSIFICAÇÃO DAS TAREFAS MOTORAS NO SURFING. 19
1.3.3. #3 OBSERVAÇÃO EM SITUAÇÃO DE COMPETIÇÃO. 20
1.3.4. #4 CLASSIFICAÇÃO DOS SINAIS VISUAIS NA AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES NA ZONA DE SURF 20
1.3.5. #5 INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO.. 20
1.4. Âmbito e limites do problema. 21
1.5. Pressupostos: classificações sobre o estado do mar, do surf, as ondas e escalas de forças dos elementos 21
1.5.1. Valor relativo das escalas de forças dos elementos: o paradigma da medição da altura das ondas em rebentação 22
1.5.2. Limitações do autor 23
1.6. Pertinência do Estudo. 25
2. OBJECTIVOS DO ESTUDO.. 28
2.1. Objectivo do estudo (quanto ao Problema: “wave knowledge”): sistematizar o conhecimento da avaliação das condições do surf 28
2.2. Objectivo do estudo (quanto ao Sub-problema: “wave judgement”): sistematizar o conhecimento da avaliação da formação das ondas em rebentação 28
2.3. Hipóteses 29
2.3.1. Grupo A: Hipóteses quanto ao conhecimento do mar na zona de surf (“wave knowledge”) 30
2.3.2. Grupo B: Hipóteses quanto ao conhecimento das ondas em rebentação (“wave judgement”) 30
3. ANÁLISE DA LITERATURA.. 31
3.1. Resumo da revisão da literatura. 31
3.2. Estrutura da revisão. 32
3.2.1. Estudos sobre a zona de surf 32
3.2.2. Estudos de Oceanografia: observações de parâmetros relevantes na origem do conhecimento sobre Padrões e Processos no oceano 33
3.2.3. História da proficiência na prática do surfing. 34
3.2.4. Definição da capacidade de Ler o Mar, “wave knowledge” 34
3.2.5. Metodologia Experimental 34
3.2.6. Fontes de informação. 35
3.2.7. Contexto cultural-desportivo: revisão das publicações sobre o surfing. 36
3.3. CIÊNCIAS DO MAR (Meteorologia, Oceanografia e Climatologia): PROCESSO COSTEIRO E A ZONA DE SURF 39
3.3.1. Zona de banhos: Sorte ou saber? Azar ou prevenção? 39
3.3.2. Zona de surf: conhecimentos e saberes práticos 39
3.4. Meteorologia, Oceanografia e Climatologia. 40
3.4.1. A importância da capacidade humana de reconhecimento de padrões em Oceanografia. 41
3.4.1.1. Sistema caótico em equilibrío dinâmico: relação causa-efeito não linear 42
3.5. Definições Operacionais necessárias à definição do Problema. 43
3.5.1. Surfing: surfar é 44
3.5.1.1. “Surf” ou “Surfing”? 44
3.5.1.2. Surfar: surf-bathing, hawaiian sport of surf playing, wave-sliding, swell driving, surf riding, surf board swimming, wave-riding, surfing 46
3.5.1.3. Modalidades de ondas e respectivas embarcações 47
3.5.1.4. Atravessar a zona de rebentação (ir e voltar da pesca): Correr com o mar 48
3.5.1.5. Surfing: Actividade física recreativa pioneira 49
3.5.2. LER O MAR (na zona de ondas em rebentação), conhecimentos sobre “wave knowledge” 50
3.5.3. LER AS ONDAS (em rebentação), conhecimentos sobre “wave judgement” 50
3.5.4. Onda física no oceano (num meio elástico) e propriedades: Formação e propagação de ondas marítimas de superfície 51
3.5.4.1. Elementos de uma onda 51
3.5.5. Mar 52
3.5.5.1. Fetch (zona de geração de ondas) 52
3.5.5.2. Agitação marítima 52
3.5.5.3. Estado do mar 52
3.5.5.4. Oceano. 53
3.5.5.5. Mares 53
3.5.5.6. Mar aberto. 53
3.5.5.7. Mar Total e Modelação do estado do mar 53
3.5.5.8. Cartas do estado do mar 53
3.5.5.9. Vaga ou “Mar de vento” 53
3.5.5.10. Ondulação e swell 53
3.5.5.11. Agrupamento de ondas (wave groups) e séries (sets) 53
3.5.5.12. Onda em rebentação (surf) 54
3.5.6. Zona de Surf 54
3.5.6.1. Line-up. 54
3.6. Factores do processo costeiro: indícios para avaliar a formação das ondas e a localização das correntes 55
3.7. Propriedades características das ondas, em mar alto (reflexão, refracção, difracção, interferência) 57
3.8. Propriedades características das ondas, na zona costeira_ empolamento (shoaling), refracção, difracção 58
3.9. Parâmetros de surfabilidade 60
3.10. Condicionantes da onda em rebentação. 60
3.10.1.1. Levantamento hidrográfico. 60
3.10.1.2. Carta náutica 60
3.10.1.3. Pilotagem, Cabotagem, Navegação. 61
3.10.1.4. Marés. 61
3.10.1.5. Correntes marítimas 62
3.10.1.6. Vento. 63
3.11. MONITORIZAÇÃO E PREVISÃO DA AGITAÇÃO MARÍTIMA. 65
3.11.1. Agitação marítima (mar- vaga- ondulação, marés, correntes) 65
3.11.2. Sistema Mundial de Segurança Marítima 65
3.11.3. Os cálculos das marés 66
3.12. Condições atmosféricas, agitação marítima e estado do mar 66
3.12.1. Monitorização do Estado do mar: dados indicadores medidos 66
3.12.1.1. Monitorização e modelos de previsão. 66
3.12.2. Parâmetros característicos da agitação marítima (domínio do tempo, em frequência) 67
3.13. Modelos de previsão das condições condições de mar na zona de surf (surf forecast): processos dinâmicos modelados, parâmetros modelados, dados de entrada, limitações. 68
3.13.1. Cálculo da previsão da agitação marítima 68
4. Características do Clima de Agitação Marítima da Costa de Portugal Continental 69
4.1. Meteorologia Marítima - Caracterização climática da costa. 69
4.2. Caracterização da linha de costa do território continental português 69
4.2.1. Tipos de zonas costeiras: costa arenosa, rochosa e artificializada 70
4.2.2. A batimetria: Tipos de fundos nas Zonas com surf 70
4.2.3. A batimetria: Tipos de “surf breaks” 71
4.2.4. Tipo de fundo e tipo de vaga ideal 72
4.2.5. As zonas de surf com ondas corridas (“rideable waves”) são raras. O caso excepcional de Portugal 73
4.3. Perfis de praia sazonais, Erosão e Correntes 73
4.3.1. Perfis de praia sazonais (Verão/ Inverno) em costa arenosa 73
4.3.2. Erosão. 74
4.3.3. Agueiros (ripcurrents), correntes de maré (riptides) e “jato costeiro” (coastal jet) 76
5. AVALIAÇÃO DO ESTADO DO MAR – Escalas e sinais visuais. 79
5.1. Informação costeira: Condições do Estado do Mar nas Praias 79
5.2. Escala de Beaufort da “Força do vento”: velocidade do vento, indicadores visuais (aspecto do mar, efeitos no mar e em terra) e estado do mar 79
6. A PROFICIÊNCIA NA ZONA DE SURF. 83
6.1. CARACTERIZAÇÃO HISTÓRICA, CULTURAL E DO CONHECIMENTO NA PRÁTICA DOS BANHOS NO SURF 83
6.1.1. Cultura ocidental: A Praia, os Banhos de mar e o Culto do corpo. 83
6.1.2. Water safe, Ocean safe, Ocean awareness (saber nadar, saber estar no mar, consciência do mar) 83
6.2. Proficiência histórica, transmissão inter-geracional: Antropologia, história cultural e desportiva da prática pioneira do surf bathing 83
6.2.1. Cultura havaiana ancestral do surfing, séc X. 84
6.2.1.1. Surfar… na espuma (?) e a regressão da proficiência 88
6.3. Características culturais das populações marítimas (pescadores) em Portugal, séc XX: conceitos e cultura próprios. A particularidade do conceito de posse. 89
6.3.1.1. Cultura náutica: Atlântico Norte. Mitos sobre fenómenos desconhecidos. 89
6.3.1.2. Características culturais das populações marítimas (pescadores) em Portugal, séc XX. 90
7. A PROFICIÊNCIA DESPORTIVA NA ZONA DE SURF. 91
7.1. O que sabem os surfistas-salvadores que lhes permite tirar do mar e salvar da morte os turistas?. 91
7.1.1. História da prática dos “corredores de vagas” em Portugal: mudança de práticas nos salvamentos no mar 92
7.2. MESTRIA NO SURFING: pistas para a definição das capacidades de “wave knowledge skill” e “wave judgement skil” (conhecimentos sobre as ondas e capacidade de avaliação das ondas) 92
7.2.1. A ESSÊNCIA da prática do surfing: CONJUNÇÃO DE FORÇAS entre o homem e a NATUREZA INDOMESTICÁVEL 92
7.2.1.1. Jogar ao surf: estranha motricidade; complexidade e variabilidade 93
7.3. Necessidades primárias no surfing (primary needs of surfing): wave riding judgement skills, paddling fitness, mobility and/or agility 93
7.3.1.1. Planeamento, periodização e treino físico específico. 95
7.3.2. Culture of “complete ocean awareness”: o conhecimento empírico transmitido entre gerações 96
7.3.3. Componentes na Mestria no surf: ability, knowledge of surf conditions, experience 97
7.3.4. Intuição, imagem mental, modelos visuais, reconhecimento de padrões 98
7.3.5. Experiência na prática do surf e reconhecimento de padrões 98
7.3.6. Descrições de procedimentos em ondas grandes por surfistas peritos (Large waves surfing): os sinais relevantes 99
7.3.7. Componente artística no surfing: “art of riding waves” linhas e estilos de surf 99
7.4. “SPORT OF SURFING”. 99
7.4.1. Performance técnica: critério actual de avaliação em competição (judging criteria) 99
7.4.2. A Posse da onda: critério actual de “wave possession”, “right of way”, “interferência” em competição. 101
7.4.3. Código de conduta e Regras de convívio: Ética no caos e Anarquia 102
8. OBSERVAÇÃO DAS TAREFAS MOTORAS DE POSICIONAMENTO NA ZONA DE SURF E DE ENTRADA NA ONDA 107
8.1. Observação informal “For every spot, there is a surfer”. 107
8.2. Estudo exploratório: Observação em situação de competição da proficiência do posicionamento na zona de surf e da entrada na onda 109
8.2.1. Ponto de entrada “primary take off zone” 110
8.2.2. Regras de competição, condições de prova, situação do pico, estratégias 110
8.2.3. Situações de competição observadas: fundo sedimentar e fundo de rocha 110
8.2.3.1. Situação 1 (CNSO 2007, etapa Peniche): picos múltiplos, ondas de 1m, “homem-a-homem” 110
8.2.3.2. Situação 2 (ETL 2007, etapa Estoril): pico definido (de direitas), ondas de 1,5m, quatro competidores 111
9. Modelo de Interacção de Instrumentos no Surfing. 113
9.1. Sistemática Desportiva. 113
9.2. Modelo de Interacção de Instrumentos (MII): Contextos Cultural, Ambiental e da Tarefa 115
Compreensão da estrutura, na aprendizagem - rendimento. 116
9.2.1. Objectivos parciais do estudo: Modelo de Interacção de Instrumentos 116
9.3. Contexto da Tarefa. 118
9.3.1. Tomada de decisão em contexto dinâmico. 119
9.3.1.1. Tarefa de Posicionamento na Zona de surf 120
9.3.1.2. Tarefa de Entrada na onda: Análise da técnica 120
9.3.1.3. A avaliação da onda durante a corrida: considerações sobre a avaliação dos sinais visuais (direcção do olhar) 123
9.4. CLASSIFICAÇÃO DAS “MANOBRAS” NO SURFING.. 124
9.4.1. Critérios de classificação do nível de dificuldade das manobras 124
Origem da Manobra 124
Local de Realização da Manobra 124
Ângulo. 125
Variantes 125
Rail - to- Rail 125
Olimpismo. 125
9.4.1.1. Linha de surf 125
9.4.2. Tabela de Classificação das manobras do surf 126
9.4.3. Tarefas motoras (fundamentais) não avaliadas em competição. 128
Pull Outs (Saídas da onda) 128
9.5. DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA.. 128
9.5.1. Pranchas e performances: evolução dos materiais, do shape e das práticas 128
9.5.2. Performances ancestrais dos havaianos: entrada na onda cedo e potencial de manobrabilidade 130
9.5.3. Condições típicas em competição: standard wave e standard board. 131
9.5.4. A prancha de iniciação. 131
PARTE V – LER O MAR E AS CORRENTES: SISTEMATIZAÇÃO DOS SINAIS RELEVANTES 132
10. LER O MAR | Avaliação das Condições do mar na zona de surf: Sistematização dos sinais do sistema ondas-correntes 133
10.1. Estágios de aventura e risco (constrangimentos físicos): nível de perigo / competência do praticante (conhecimento, habilidades, aptidões, confiança e empenho) 133
10.2. O problema #1 no surf: Avaliar as condições de prática_ saber Ler o mar na zona de surf, conjugar-se com as forças da natureza: “ir e voltar” (wave knowledge) 134
10.2.1.1. Classificação das condições de surf 135
10.2.1.2. Condições típicas na costa portuguesa 136
10.2.1.3. Condições neutras (perfect conditions) 136
10.2.2. Descrições de zonas de surf/ Surf guides: os sinais relevantes 136
10.3. Condições fáceis ("safe, predictable conditions") e Condições difíceis (meio ambiente caótico) 137
10.4. Condições de aventura extrema (“a very consistent single lineup”) 137
10.4.1.1. Condições típicas em competição e standard wave 138
10.5. CLASSIFICAÇÃO DE SINAIS NA AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO MAR NA ZONA DE SURF 138
11. LER AS ONDAS | Avaliação da formação das ondas em rebentação: sistematização das componentes da forma, velocidade e força 148
11.1. O problema #2 no surf: Avaliar as ondas em rebentação (saber Ler as ondas, sincronizar-se com as ondas: “apanhar a vaga” (wave judgement) 148
11.2. CLASSIFICAÇÃO DE SINAIS NA AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO DAS ONDAS EM REBENTAÇÃO NA ZONA DE SURF 148
11.3. PLANO DA ONDA EM REBENTAÇÃO | Construção de Escala da “Velocidade da corrida da onda em rebentação” e estado das secções da onda na zona de surf: indicadores visuais (aspecto da parede da onda, efeitos nas corridas e no plano da onda) 152
11.4. PERFIL DA ONDA EM REBENTAÇÃO (“Wave break type profile”) | Proposta de CLASSIFICAÇÃO [da rampa (inclinação) e da borda (força e linha de manobras)] 152
12. PARTE VI - METODOLOGIA.. 154
12.1. Introdução: Concepção Experimental do Projecto (inquérito) 154
12.2. Caracterização do instrumento de pesquisa. 155
12.2.1. Partes do questionário. 155
12.2.2. Instruções de preenchimento, parte #1 de 4. 155
12.2.3. Escalas de altura das ondas e da natureza do fundo oceânico. 156
12.2.4. Selecção da amostra 156
12.3. Organização dos Procedimentos 158
12.4. Análise global dos Inquiridos 158
12.4.1. Dados pessoais de Caracterização do inquirido, parte #2 de 4. 159
12.5. Validade e garantia dos Instrumentos 160
13. PARTE VII - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS. 162
13.1. Introdução. 162
13.2. Apresentação dos resultados 162
13.3. Análise dos resultados 162
13.3.1. parte #3 de 4 LER A ONDA: ~ TAREFA DE ENTRADA NA ONDA EM REBENTAÇÃO ~. 163
13.3.2. parte #4 de 4 LER O MAR: ~ TAREFA DE POSICIONAMENTO NA ZONA DE SURF ~. 165
PARTE VIII – SUMÁRIO, CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES. 169
13.4. Sumário. 169
1Problema. 169
13.5. Conclusões 171
Sincronização. 173
13.6. Recomendações 180
PARTE IX – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 183
13.7. Referências da Internet 186
PARTE X - ANEXOS. 187
13.8. "Menos uma morte e mais gente a ir a banhos", Jornal de Notícias 02-09-2010. 187
13.9. Características do clima da Costa de Portugal Continental: Clima de Agitação Marítima 188
13.10. Escala de Beaufort da “Força do vento”, velocidade do vento e estado do mar: indicadores visuais (aspecto do mar, efeitos no mar e em terra) 189
Fontes: http://www.orey-tecnica.pt/sabiaque/sabiaque_3.asp. 190
13.11. Dados do CNSO Peniche 2007 e ETL São Pedro Estoril 2007, Computer Aided Judging Systems 191
13.12. Exemplar do instrumento usado como questionário. 192
13.13. Resultados dos inquéritos: LER O MAR (“wave knowledge”), análise por Inquirido 193
13.14. Resultados dos inquéritos: LER O MAR (“wave knowledge”), análise por Item.. 194
13.15. Resultados dos inquéritos: AVALIAR AS ONDAS (“wave judgement”), análise por Item 195

